13 de maio de 2015

Funcionalismo público de Contagem protesta contra reajuste zero

Na manha desta quarta-feira (13), os funcionários públicos de Contagem se reuniram na praça do Iria Diniz, no bairro Eldorado, para protestar, contra os descaso por parte do governo municipal em diversos setores da cidade. Após a concentração, interrompendo o trânsito na Avenida João César de Oliveira, os servidores saíram em passeata até o Big Shopping.O ato, intitulado Dia da Greve Geral do Funcionalismo de Contagem teve a participação do Sind-Ute Contagem, SindSaúde Contagem, Sindiscon, Sindicado dos Engenheiros e Sindicato dos Arquitetos.
Com indícios de greve, a palavra de ordem foi desrespeito. A paralisação geral dos servidores públicos da educação, da saúde e da administração pública é uma forma de chamar a atenção dos governantes do município para a difícil situação em que se encontram as categorias. De acordo com a diretoria do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute Contagem), a cidade vive uma situação caótica, já que os profissionais não são respeitados.
"A expectativa é que o governo se mova no sentido de apresentar alguma proposta para as reivindicações da categoria. A proposta para a educação foi de 0% de reajuste e nenhum movimento de valorização com relação ao plano de saúde ou no plano de carreira".
Os trabalhadores em educação reivindicam o reajuste do Piso Salarial Nacional, que este ano está em 13,01% e melhores condições de trabalho nas escolas. O governo municipal já sinalizou que não tem verba para conceder qualquer tipo de aumento, inclusive o repasse da inflação, mas a categoria não irá aceitar o arrocho salarial. Durante o ato, eles pediam socorro por meio de um grito de guerra simbolizando a situação: “0% eu não aceito, eu me dedico é 100%”.
Ao ser questionada sobre o reajuste oferecido de 0%, a diretoria do Sind-Ute Contagem revelou que, por meio de um estudo realizado à pedido da categoria "foi constatado que nos últimos sete anos a Prefeitura Municipal de Contagem sempre teve um superávit, ou seja, um acúmulo de arrecadação que caiu em 2014. Assim, percebe-se que houve uma má administração dos recursos públicos para se chegar ao ponto de oferecer 0% de reajuste".
Indignados, os manifestantes afirmaram que a cidade está totalmente abandonada e os setores públicos sucateados. "É um absurdo oferecer 0% de reajuste salarial aos profissionais", lamentara os funcionários públicos. Na ocasião, a diretoria do Sind-Saúde de Contagem lembrou as dificuldades para desempenhar o trabalho e ressaltou a importância da reivindicação. "Não temos estrutura para trabalhar, não temos materiais adequados, mas aqui não existe categoria imobilizada. Estamos aqui hoje mostrando que os sindicatos têm força. Essa é a luta dos trabalhadores de Contagem", enfatizaram.

Calendário de lutas da educação


Nesta quinta-feira (14), acontece o buzinaço da educação com concentração no Iria Diniz, nos períodos da manhã e tarde; já a nova assembleia geral com indicativo de greve está agendada para o próximo dia 19. No mesmo dia, os trabalhadores da saúde também prometem cruzar os braços, caso o governo municipal não melhore a proposta para a categoria. Vale lembrar que as reduções dos trabalhadores da educação já começaram a acontecer desde a última terça-feira (12).